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Concessão termal entregue à Câmara das Caldas

2,5 milhões de euros para reabrir hospital este ano

O contrato de concessão da água termal foi assinado no dia 9 de janeiro, e contou com a presença do secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches, e da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho. Atribui ao Município a exploração da água termal e é para o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, a mudança “histórica” no relançamento do termalismo. “Se tudo correr como previsto, em 2020 passaremos a ser a principal unidade termal a norte de Lisboa”, afirmou o autarca, esperando que o projeto de eletrificação da Linha do Oeste fique concluído o mais rápido possível para se interligar com o termalismo.

10-01-2018 | Marlene Sousa

Cerimónia de assinatura do contrato de concessão da água termal  - presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho e o secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches
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Cerimónia de assinatura do contrato de concessão da água termal - presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho e o secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches
A concessão da exploração da água das termas das Caldas da Rainha à autarquia, aprovada pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches, em outubro do ano passado, foi ontem, dia 9 de janeiro, formalmente oficializada, com a assinatura do contrato no Município das Caldas,
Na cerimónia de assinatura do “Contrato de Concessão de Exploração da Água Termal”, que decorreu no salão Nobre dos Paços do Concelho, o secretário de Estado da Energia sublinhou que este “é um momento importante para o país na utilização dos recursos hídricos e que irá contribuir para o desenvolvimento das Caldas”.
Jorge Sanches frisou que vão ser com o Município das Caldas “muito exigentes”, para que a água termal seja “um recurso utilizado em prol do desenvolvimento da região e do país”.
O governante apontou que tem sido política do Governo o aproveitamento dos recursos geológicos, e no caso das Caldas da Rainha trata-se do “aproveitamento de um recurso que é histórico e uma grande oportunidade para o concelho voltar a ganhar centralidade em termos regionais e uma grande oportunidade para o turismo do Centro”, a região do país que mais cresceu em termos turísticos.
O secretário de Estado da Energia revelou que o atual Governo já atribuiu 18 contratos de concessão mineira e 12 contratos de concessão de águas minerais naturais, o que significa que “está a haver um aumento de atividade muito grande neste setor”.
A concessão da água mineral numa área de 175 hectares de nascentes de água termal vigorará por um prazo de 50 anos, que, por despacho ministerial, poderá ser prorrogado por um prazo não superior a 20 anos.
O contrato estabelece que o município se obriga a realizar as avaliações do Novo Balneário e do Hospital Termal, “com o objetivo de o adaptar para poder funcionar transitoriamente em condições higiene-sanitárias no prazo de seis meses”, a partir da data da assinatura do contrato.
A autarquia terá ainda que propor à Direção-Geral de Energia e Geologia, no prazo de 60 meses, um projeto de preservação e eventual classificação do antigo Hospital Termal, de forma a preservar o edifício e as antigas nascentes termais que se localizam nas caves.
Na cerimónia de assinatura do contrato, o secretário de Estado da Energia destacou ainda a grande preocupação do Governo com os preços de energia do país, revelando que este é o primeiro ao fim de 18 anos em que “há uma descida do preço da eletricidade no nosso país”. Recordou que há dois anos “tínhamos oitenta mil famílias com direito a tarifa social. Hoje são oitocentas mil famílias com um desconto de 33% na fatura da eletricidade”. No município das Caldas da Rainha são quatro mil e oitocentas cinquentas e seis famílias que têm este desconto e no distrito de Leiria há cerca de trinta e nove mil e quatrocentas famílias com a tarifa social.

Tratamentos termais de inalações abrem este ano

O contrato que atribui à câmara a exploração da água termal é para o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, a mudança “histórica” no relançamento do termalismo. “A partir de agora o relógio começa a contar” sublinhou o autarca, revelando que os tratamentos termais a nível de inalações abrem já este ano.
A reabertura do Hospital Termal das Caldas da Rainha, encerrado desde 2012 devido à contaminação das águas com a bactéria “legionella”, vai “acontecer de forma faseada até 2020”, anunciou Tinta Ferreira, estimando que em 2019 estejam concluídas as obras da ala sul do edifício para que sejam iniciados “tratamentos de duche e banheira”.
Em 2020 a autarquia prevê abrir “uma segunda ala de duches e banheiras e uma pequena piscina”. “Compromete-se também o município neste contrato a iniciar um conjunto de procedimentos com o intuito no futuro se poder construir um balneário novo moderno requalificado”, adiantou Tinta Ferreira.
O primeiro Hospital Termal do Mundo vai reabrir nas Caldas da Rainha, num investimento de 2,5 milhões de euros. Outros nove milhões destinam-se à recuperação dos Pavilhões do Parque, um dos trinta edifícios históricos integrados no programa REVIVE.
Os pavilhões foram já concessionados ao grupo Visabeira, que se propôs investir quinze milhões de euros na construção de um hotel de cinco estrelas que o contrato estabelece que terá de estar aberto ao público no final de 2020.
“Passaremos a ser a principal unidade termal a norte de Lisboa”, afirmou o presidente, esperando que o projeto de eletrificação da Linha do Oeste fique concluído o mais rápido possível.
Uma vez que o Estado voltou a comparticipar os tratamentos termais Tinta Ferreira disse que para o sucesso do Hospital Termal é importante, como no passado, que uma cadeira de Hidrologia Médica volte a constar da licenciatura de Medicina.
O autarca falou da história do Hospital Termal das Caldas da Rainha, que foi mandado construir pela Rainha D. Leonor.

Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste vai ser especializada em “Gestão e Wellness”

A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, encerrou a cerimónia, destacando o facto de Portugal ter sito eleito o melhor destino do mundo “como um reconhecimento desta viragem do país em termos do aumento de desemprego e de uma economia estagnada”.
“Os números do turismo dificilmente podiam ser melhores, até na época baixa”, disse Ana Mendes Godinho, acrescentando que o seu desafio agora é “como vamos manter este ritmo de crescimento que é tão bom”.
Com o objetivo de atrair visitantes para todo o território, a secretária de Estado do Turismo referiu a importância de ser um destino autêntico que “sabe se reinventar em torno dos seus recursos naturais”. “Hoje estamos num exemplo pragmático disso que é pegar na água termal e pô-la ao uso, marcando as memórias das pessoas”.
Ana Mendes Godinho falou da prioridade do Governo na dinamização das termas em Portugal. “Conseguimos que o orçamento de Estado repusesse as comparticipações para as termas” e a nível da educação revelou que se “está a apostar na gestão turística e de wellness para preparar a população para esta nova realidade”. “Não temos recursos humanos suficientes para prestar estes serviços inovadores nas termas”, apontou a governante, que “quer especializar todas as Escolas de Turismo de Portugal para ganharem know-how nas diferentes novas realidades e áreas”.
Nas Caldas da Rainha a ideia é especializar a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) em “Gestão e Wellness”. “O objetivo é passarmos a ter aqui uma escola especializada e vocacionada para o bem-estar e gestão para que as termas se reinventem e tenham a capacidade de se adaptar à procura que hoje em dia temos de público nesta área”, explicou.
Segundo a secretária de Estado, a EHTO vai já no próximo ano letivo, em outubro, estar capacitada para se transformar “num centro de especialização para formar recursos na área de gestão e wellness”.
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