Ocorrências

Simulacro de salvamento testa prontidão de socorro no mar

Um exercício náutico realizado no passado domingo serviu para testar o socorro na costa da Nazaré, tendo o simulacro integrado a iniciativa Mar Seguro e culminado com o resgate de um pescador que tinha caído à água na zona dos rochedos.


Para além das embarcações da Marinha, do Instituto de Socorros a Náufragos e da Polícia Marítima, juntaram-se em terra os nadadores-salvadores do dispositivo camarário e os bombeiros voluntários, numa operação orientada pelo comandante da capitania da Nazaré.
Tudo acabou bem e o exercício serviu para testar a prontidão de socorro, para quando for necessário num cenário real.
Esta iniciativa foi promovida pelo Correio da Manhã, Marinha e Autoridade Marítima Nacional e juntou-se a outros eventos dedicados a promover uma cultura de segurança no mar.
Um debate sobre segurança marítima foi ao encontro do objetivo do Mar Seguro – fomentar uma ida ao mar em segurança, apesar dos riscos que comporta a faina.
“Gosto muito de andar no mar mas também de chegar a terra para ir ter com a minha mulher e os meus filhos”, comentou Joaquim Zarro, da Associação de Armadores e Pescadores da Nazaré, para quem “tentamos tratar da segurança em primeiro lugar”. Admitiu, contudo, que por vezes os pescadores se expõem ao risco na procura de peixe.
“Um desleixo de alguém a bordo pode provocar um acidente, daí a importância da sensibilização para a segurança da atividade piscatória”, manifestou Gomes Agostinho, comandante da capitania da Nazaré, qua alertou para outro risco muito frequente nos turistas – na procura da melhor fotografia descuram a segurança junto às ondas ou às arribas.
Celso Pinto, da Agência Portuguesa do Ambiente, revelou que “colocamos por ano nas arribas cerca de mil placas sobre os perigos de instabilidade”, pedindo às pessoas que “respeitem essa sinalização e não se exponham ao risco”.
Correia Guerreiro, da Autoridade Marítima Nacional, sublinhou que o problema de quem anda no mar está nos “comportamentos de risco”, pelo que “procuramos que saibam reagir, dar os alertas de socorro, usar os equipamentos de proteção individual, como os coletes, e os equipamentos de sobrevivência no mar, por exemplo, que as balsas salva-vidas estejam prontas se forem necessárias”.
Walter Chicharro, presidente da Câmara da Nazaré, divulgou a preocupação da autarquia na vigilância da praia, ao ter “uma equipa de nadadores-salvadores durante todo o ano no areal, naquilo que é um dos dinheiros mais bem investidos”, minimizando assim a postura de “gente incauta” perante a ondulação. “Queremos que todos tenham a melhor visita a esta terra fantástica”, vincou.
Cerca de vinte estudantes da Escola Profissional da Nazaré e alguns familiares puderam efetuar uma viagem inesquecível a bordo de lanchas do Instituto de Socorros a Náufragos e da Polícia Marítima, naquilo que foram batismos de mar para alguns deles. Foi dada uma volta à enseada da Nazaré, regressando depois ao porto de abrigo. Os alunos Marisa Pescada e Nuno Oliveira sublinharam o entusiasmo em participar na iniciativa.
O evento culminou de forma descontraída com a atuação de Toy, que ao som de temas como “És tão Sensual”, “Rosa Negra” ou “Toda a Noite” encantou a assistência.
O cantor, que até fez rap de improviso – “Agora quero ver aqui como é/Agora quero ver aqui na Nazaré/Hoje, que daqui ninguém saia/Antes do almoço aqui da linda praia” – foi bastante aplaudido e acompanhado pelo público no refrão das suas canções.
Um dos momentos mais divertidos foi quando fez 31 flexões, mostrando estar em boa forma física.

Author: Jornal

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