Caldas / Economia

Primeiro-ministro inaugura ampliação das Faianças Bordallo Pinheiro

O primeiro-ministro, António Costa, elogiou a capacidade de inovação das Faianças Bordallo Pinheiro, empresa que recuperou de um processo de falência e que na passada quarta-feira inaugurou o projeto de expansão e de modernização da sua fábrica nas Caldas da Rainha, num investimento que ultrapassa os 9 milhões de euros, do Grupo Visabeira, que adquiriu a empresa em 2009.


Para António Costa este dia foi marcante, revelando que ajudou no relançamento da fábrica quando era presidente da Câmara de Lisboa nos finais de 2008, com a persistência de Elsa Rebelo, diretora criativa da fábrica. “Na altura conseguimos fazer uma encomenda com uma ideia da Catarina Portas desenvolvida pela Joana Vasconcelos, com aquilo que era a produção histórica da Bordallo para criar no Museu do Jardim da cidade de Lisboa um jardim bordaliano, que ainda lá está para as pessoas visitarem”, recordou.

O primeiro-ministro, António Costa e o ministro adjunto e da economia, Pedro Siza Vieira, vieram às Caldas da Rainha inaugurar o projeto de expansão e de modernização da fábrica de faianças Bordallo Pinheiro.
O governante destacou a “visão empresarial” do grupo Visabeira, que adquiriu a fábrica quando se encontrava em risco de fechar. “Num momento difícil desta empresa, teve a coragem de investir e teve a capacidade de transformá-la numa nova fábrica que aumentou a capacidade de produção e da exportação, mantendo a qualidade e identidade da marca”, disse.
“A empresa centenária Bordallo Pinheiro já viveu vários ciclos económicos e momentos de glória e de grande dificuldade”, afirmou António Costa no final da visita à empresa.
Há onze anos a fábrica estava à beira da falência, mas hoje com uma área de 12 mil metros quadrados, tem 270 funcionários e um volume de negócios de 6,4 milhões de euros.
“Quando se investe num valor seguro, como é a marca Bordallo e os seus produtos, podemos ter confiança de que esse investimento vence seguramente qualquer ciclo económico”, adiantou.
O primeiro-ministro realçou a capacidade do Grupo Visabeira em “manter viva a produção original marcada pelo ADN do seu fundador Rafael Bordallo Pinheiro”, mas também de “reinventar e dar continuidade” às peças criadas pelo mestre, através de criações de designers”.
Para António Costa, este dia foi marcante, revelando que ajudou no relançamento da fábrica quando era presidente da Câmara de Lisboa. “Entre os finais de 2008, princípio de 2009, Catarina Portas telefonou-me, pedindo-me para a receber, juntamente com a professora Raquel Henriques da Silva, Joana Vasconcelos e Elsa Rebelo, diretora artística da Fábrica Bordallo Pinheiro, porque a empresa estava muito mal e em risco de falir”. “Reunimos e Elsa Rebelo na altura fez-me apaixonar pelos moldes, pela criação de Rafael Bordallo Pinheiro e ver o potencial extraordinário que aqui estava”, recordou, revelando que a primeira ideia “foi fazer uma grande exposição das peças que existiam em reserva na fábrica no Parque Eduardo VII, para levar as pessoas a reapaixonarem-se pelas criações da Bordallo e comprarem”.
A autarquia lisboeta deu outra ajuda, fazendo “uma encomenda com uma ideia da Catarina Portas desenvolvida pela Joana Vasconcelos, com aquilo que era a produção histórica da Bordallo, para criar no Museu do Jardim da cidade de Lisboa um jardim bordaliano que ainda lá está para as pessoas visitarem”, recordou.
“É um motivo de enorme satisfação verificar a forma como Elsa Rebelo foi capaz de recuperar e promover os moldes, e ajudar a ver o tesouro que estava aqui era preciso pôr à luz do dia”, adiantou o primeiro-ministro.
O governante elogiou ainda o Grupo Visabeira por ser um parceiro importante do programa Revive, de concessão de património do Estado devoluto para fins turísticos e que vai dar “lugar a uma nova unidade hoteleira da marca Montebello no parque da cidade, nos antigos pavilhões que estavam abandonados e em risco e de poderem desaparecer” e que vai “reforçar a atratividade das Caldas da Rainha”.

Equipamentos de última geração portugueses

O ministro adjunto e da economia, Pedro Siza Vieira, também destacou o empreendedorismo grupo Visabeira, que teve a capacidade de “pegar numa marca nacional que todos conhecemos e que se iria perder pelas dificuldades financeiras em se afirmar num mercado que estava completamente em mudança e perceber que nas caraterísticas únicas estava valor que podia ser potenciado”.
Pedro Siza Vieira sublinhou ainda o facto de nova unidade industrial ter equipamentos e processos de última geração, desenvolvidos em parceria com empresas portuguesas. “Todos os equipamentos são portugueses, até o Vasquinho, o robot que faz o spray para vidrar as peças foi concebido em Portugal”, disse, acrescentando que “esta é uma história inspiradora e exemplar”.
O presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, sublinhou que a Fábrica Bordallo Pinheiro ao promover as suas peças, “está a promover as Caldas”, portanto “interessa a ambas as partes criar todas as condições para que esta parceria se consolide e perdure porque beneficiará a região”.
O autarca destacou a componente do turismo com a reabilitação dos Pavilhões do Parque transformando-os num hotel de qualidade.
Nuno Marques, presidente do Conselho de Administração do Grupo Vista Alegre, explicou que mesmo em obras ao longo do ano de 2018 a empresa aumentou em 6% o seu volume de negócios, atingindo os 6,4 milhões de euros, dos quais 50% foram provenientes de exportações.
“Com ampliação das instalações a empresa prevê aumentar para 75% a quota de mercado externo, tendo como principais mercados internacionais a França, Itália, Espanha, Reino Unido, Holanda, Suécia, Estados Unidos e Japão”, revelou.
A empresa, que este ano comemora 135 anos, tem previstos investimentos na remodelação da Loja e do Museu Bordallo, localizados nas primitivas instalações fabris, nas Caldas da Rainha, cidade onde prevê também abrir uma nova loja de peças da marca.

António Costa responde sobre modernização da Linha do Oeste

No final da cerimónia inaugural, António Costa foi questionado pelo JORNAL DAS CALDAS sobre a modernização da linha do Oeste, uma vez que o plano ferroviário nacional está em cima da mesa. O primeiro-ministro respondeu que o “processo de eletrificação está previsto arrancar e prosseguir”, sem especificar datas.
O chefe do Governo explicou que está na “Assembleia da República o Programa Nacional de Investimentos 2030, que abrange infraestruturas de nível nacional, e depende muito também do parecer do conselho superior das obras públicas face quanto ao que devemos ter como definição das obras prioritárias para realizar nos próximos dez anos”. “É preciso ter noção que não se deve fazer tudo de uma vez e que o que estamos a discutir agora é as prioridades nos próximos dez anos e depois mais dez anos virão”, manifestou António Costa.
Interrogado se a linha do Oeste é uma prioridade, o governante disse que “claro, essa obra está prevista e está em obra, não tenho dúvida nenhuma, mas sobre outros desenvolvimentos isso temos que trabalhar”.

Author: Jornal


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