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Escolhas do Editor, Caldas / Sociedade
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11º aniversário de elevação de A-dos-Francos a vila

O 11º aniversário de elevação de A-dos-Francos a vila foi assinalado no passado dia 12 naquela freguesia, com o hastear das bandeiras da Europa, de Portugal, das Caldas da Rainha e de A-dos-Francos, no Jardim do Rossio.

16-06-2020 | Marlene Sousa

11º aniversário de elevação de A-dos-Francos a vila foi assinalado com o hastear das bandeiras
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11º aniversário de elevação de A-dos-Francos a vila foi assinalado com o hastear das bandeiras
O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, o presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, o presidente da Junta de Freguesia de A-dos-Francos, Paulo Sousa, e tesoureiro da junta, Jorge Martins, estavam acompanhados por elementos da Banda Filarmónica da Sociedade de Instrução Musical Cultura e Recreio de A-dos-Francos, na altura que foi hasteada a bandeira, sem a presença de público.
“Apesar da pandemia é com alegria que estamos a assinalar 11º aniversário de elevação a vila”, afirmou o presidente da freguesia de A-dos-Francos. “Infelizmente este ano não podemos comemorar com as habituais tasquinhas, marchas populares e fogo de artifício, mas o que quisemos fazer com esta iniciativa é dizer que a elevação de A-dos-Francos foi um marco importante”, salientou Paulo Sousa.
A-dos-Francos é uma freguesia que se distingue essencialmente pelo gosto pela agricultura e pela música, sem esquecer o futebol feminino. Dispõe de um conjunto de associações dinâmicas, com uma grande variedade de ofertas, que são essenciais “para a formação cultural e desportiva dos jovens e que por isso, contam sempre com o total apoio da Junta de Freguesia”.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o autarca disse que na fase inicial do estado de emergência devido à Covid.19, “houve em A-dos-Francos famílias com grandes dificuldades com a perda de empregos e redução substancial nos rendimentos e que nos solicitaram algum apoio”.
Neste momento o presidente de Junta indicou que “as pessoas estão a regressar à sua vida ativa e nesta fase a situação está a normalizar”.

Formação a trabalhadores na apanha da fruta

O presidente da Junta de Freguesia lembrou que estamos a chegar à altura da apanha da fruta, com várias pessoas em trabalho temporário, e defende que com formação se poderão diminuir os focos de infeção por Covid-19. É uma situação que o preocupa, uma vez que “os agricultores precisam de mão-de-obra para a apanha da fruta, o que traz muitas pessoas de fora e nós estamos sensíveis a essa situação”.
O responsável revelou que o objetivo é criar “reuniões com agricultores das várias freguesias do concelho, no sentido de explicar as regras de combate à pandemia de Covid-19, para que estes as possam demonstrar aos trabalhadores”.
“Muitas vezes, os trabalhadores não têm uma perceção de risco”, justificou Paulo Sousa, acrescentando que “compete também ao empregador ter uma atitude pedagógica, explicando as medidas de contingência”. “É importante haver medidas de contenção durante as pausas do trabalho, que são momentos em que as pessoas relaxam e convivem umas com as outras”, vincou.
Se dantes bastava um balde, agora, devido à pandemia de Covid-19, é preciso incluir máscaras, desinfetante e sabão na apanha da fruta em A-dos-Francos.
O autarca revela que A-dos-Francos é uma freguesia com poucas empresas, mas as que existem são nomeadamente na área da carpintaria e da agricultura (fruta e vinho). Uma das ambições de Paulo Sousa é desenvolver “condições em termos de Plano Diretor Municipal (PDM) para criar um espaço reservado à área industrial, para a implementação de algumas empresas, inclusive dos empresários locais”.
Como vai haver brevemente uma revisão do PDM, será nesta fase que a freguesia de A-dos-Francos está a tentar “sugerir e avaliar alguns locais propícios, porque precisamos de fixar as pessoas aqui”. O autarca salientou que uma forma de atrair mais pessoas a A-dos-Francos é “criar postos de trabalho, porque os nossos jovens vão para a cidade e nós estamos a sentir isso em termos demográficos”.
Paulo Sousa defendeu ainda para a freguesia terrenos para que os jovens possam construir habitações. “O PDM restringe-nos bastante em termos de área de construção e essa tem sido uma das batalhas que nós temos tido junto da Câmara Municipal, que também não nos consegue ajudar porque não depende deles”, alertou.
O presidente da junta disse que a prenda que poderia ter pelo 11º aniversário de elevação de A-dos-Francos a vila era “que todos possam passar esta pandemia com saúde”, destacando a “ação da autarquia, que tem sido extraordinária”.
Recordou, no entanto, que o presente maior que já pediu ao presidente da Câmara é a construção do Centro Escolar de A-dos-Francos. O concurso está aberto e termina a dia 19 de junho com a receção de propostas. “Está em vias de concretização uma obra muito ansiada e esperamos que daqui a um ano, já num contexto de normalidade, as cerca de 100 crianças possam iniciar a escola numas instalações mais modernas e propícias a um ensino de qualidade”, comentou.
Paulo Sousa está certo que neste mandato irá concluir a obra e considera que esta nova escola é também uma “forma de fixar pessoas na freguesia”. “Neste momento por causa da pandemia as crianças não estão a ter aulas presenciais, mas em situações normais já é o quarto ano que a escola do 1º ciclo de A-dos-Francos está a funcionar em parte em contentores”, sublinhou.

Medidas de segurança aos trabalhadores temporários

O presidente da Câmara das Caldas falou sobre a celebração simbólica do 11º aniversário de elevação de A-dos-Francos e também da Foz do Arelho à categoria administrativa de vilas. “Ambas costumam assinalar a data com vários festejos e iniciativas, mas infelizmente este ano não é possível, no entanto, não quisemos de assinalar a data que reconhece todo o trabalho e toda a força destas comunidades, que há 11 anos fizeram com que a Assembleia da República lhe reconhecesse esse desenvolvimento, atribuindo-lhes o título de vila”.
O autarca destacou a grande interação na forma de trabalhar entre o município e freguesias. “Nós reunimos com muita regularidade, neste momento por videoconferência, e as juntas de freguesia sabem que têm o nosso apoio logístico e financeiro, nomeadamente nesta altura difícil”, assegurou.
Tinta Ferreira recordou que “são as juntas de freguesia que estão no terreno e conseguem identificar melhor os casos sociais, e conseguem mais facilmente chegar às pessoas e neste contexto de Covid-19 isso é muito importante”, apontou.
Salientou também a época de incêndios que está à porta e onde as “juntas de freguesia são os agentes locais de proteção civil e têm um papel fulcral com a identificação dos terrenos a limpar”.
Nomeadamente na freguesia de A-dos-Francos, que tem uma atividade agrícola mais intensa, o presidente da autarquia “alertou para os cuidados a ter devido aos trabalhadores que vêm até de fora de Portugal para a apanha da fruta e vindima”.
O autarca disse que estão já a iniciar um trabalho em conjunto com as freguesias mais rurais de identificação dos “produtores agrícolas que vão contratar pessoas e temos que tentar evitar focos de propagação que temos receio que possam também acontecer nessa altura”.
“É importante haver medidas de contenção aos trabalhadores temporários, para a apanha da fruta, que devem ser informados do que devem fazer”, alertou o autarca, defendendo “as medidas de distanciamento, de higiene e de não partilha de objetos”.
O autarca manifestou o agrado de acolher da melhor forma estes trabalhadores temporários porque “são precisos para as campanhas de colheira de fruta”.
Tinta Ferreira tranquilizou a população em relação ao aumento do número de infetados no concelho das Caldas, informando que “são pessoas que trabalham na zona de Lisboa ou trabalhadores temporários que vieram de outros pontos já com o vírus e que propagaram em atividades ligadas à madeira ou agrícolas”.
“Estão todos confinados em casa, não temos nenhuma situação no hospital com riscos de saúde”, assegurou, acrescentando que “a quase a totalidade de infetados são do núcleo urbano das Caldas”. “Vai haver mais casos de infetados nos próximos dias, mas depois verá o período de estabilidade, porque as pessoas estão confinadas”, disse.
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