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Região Oeste prepara marcha em defesa dos hospitais

As populações das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche vão unir-se, no dia 7 de julho, numa marcha simultânea nas três cidades em defesa dos respetivos hospitais, numa iniciativa da Plataforma Oestina das Comissões de Utentes da Saúde.

02-07-2012 | Carlos Barroso

António Curado, da Plataforma Oestina das Comissões de Utentes de Saúde, foi à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha/foto Carlos Barroso
António Curado, da Plataforma Oestina das Comissões de Utentes de Saúde, foi à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha/foto Carlos Barroso

“Queremos mobilizar o maior número de pessoas, porque existe uma preocupação comum a todo o Oeste de que a reorganização e da fusão dos hospitais não resulte em diminuição do acesso aos cuidados de saúde”, disse António Curado, da comissão de utentes das Caldas da Rainha e da Plataforma Oestina das Comissões de Utentes de Saúde.

A iniciativa, está agendada para as 21h00, e vai decorrer em simultâneo nas três cidades cujos hospitais a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) pretende fundir num centro hospitalar único para todo o Oeste.

Nas Caldas a concentração é na Praça 5 de Outubro, seguindo para a Rua Heróis da Grande Guerra, Largo da Rainha, Hospital Termal, Praça da Fruta e Hospital Distrital.

“Estávamos na expectativa de que as coisas acontecessem mais depressa e esse facto dever-se-á ao próprio movimento cívico, que fez com que as coisas fossem repensadas e não se tivesse partido para soluções que teriam sido lesivas dos interesses das populações desta região”, manifestou António Curado. 

No entanto, “mantemos a nossa preocupação porque ainda está por definir qual vai ser o modelo a nível de cuidados hospitalares no Oeste nos próximos tempos. Estamos preocupados em relação a isso, já se passou muita coisa, a preocupação é comum a Peniche, Caldas da Rainha e Torres Vedras e por isso foi criada uma plataforma de comissões das três cidades que ainda há poucos dias submeteu uma moção na Oeste CIM, aprovada por todos os partidos presentes”. 

Para o clínico, “se se pensa que Caldas perdia menos do que os outros hospitais se Torres Vedras passasse a urgência básica e se Peniche fechasse, ainda assim era as Caldas que perdia. As Caldas não tem tido capacidade, nestes últimos anos, para corresponder às necessidades, nomeadamente a nível do serviço de urgência. Se Peniche fechar e Torres Vedras passar a urgência básica quem sofre é a estrutura hospitalar das Caldas”, além do que “não é certo que não percamos alguns serviços e valências, como é muito provável com a fusão de hospitais”. 

Mesmo que tenha havido um compasso de espera nos últimos meses a preocupação da plataforma “não diminui” e acho “oportuno” participar na última reunião da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, fazendo uma intervenção, onde anunciou a marcha.

A fusão tem sido contestada pelas populações e movimentos cívicos, que se opõem ao encerramento de valências nos respetivos hospitais.

Num folheto que está a ser distribuído aos habitantes, a Plataforma considera que “a situação que se vive na região Oeste é alarmante” e que é necessário “parar imediatamente com o esvaziamento de condições de funcionamento a que têm sido sujeitas as diferentes unidades hospitalares”.

As preocupações da Plataforma aumentaram depois da administração regional de saúde ter revelado, no dia 12 de junho, que remeteu ao Ministério da Saúde a proposta definitiva da reforma hospitalar da região Oeste, datada de maio deste ano, “sem que tenham sido ouvidas as comissões ou as autarquias”, disse António Curado.

O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, assegurou, em março, que nenhuma decisão seria tomada sem ouvir os municípios.

“Não queremos particularizar as questões de um ou outro concelho, porque se trata de um problema transversal, e pretendemos ser ouvidos na procura de uma solução global”, explicou António Curado.

Segundo Lalanda Ribeiro, líder da bancada do PSD, o problema dos hospitais “é sentido” e como tal manifestou preocupação com a criação do Hospital Oeste Norte e Sul. 

“Também nos preocupa a questão da falta de capacidade para se tratar os vários utentes da região. Foi assinalado na reunião da OesteCIM que com o encerramento de Peniche e Alcobaça e com todas estas modificações que está a haver, que o número de camas ficará inferior ao que existe atualmente, ou que existiam quando estavam os hospitais a funcionar. É uma situação grave. O nosso apoio é para que continuemos a manter as valências que temos, que não se encerrem os hospitais que existem, que o de Torres continue a ter as suas valências. Estamos disponíveis para continuar a apoiar as lutas que a plataforma está a ter e manter o Hospital Termal no Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.

A socialista Catarina Paramos, que após eleita presidente da concelhia subiu a líder de bancada, mostrou-se solidária com esta luta e perguntou ao executivo se têm havido alguns avanços nesta matéria. 

A CDU apresentou uma posição inteiramente de acordo e ao lado da comissão.

Carlos Elias, do CDS, agradeceu à comissão de utentes e à plataforma pela luta pelos hospitais de Peniche e Torres Vedras. 

“É importante para esta região, para todos nós utentes. Se nos lembrarmos que em 2010 o nosso centro de saúde aumentou o número de consultas em relação a Torres Vedras, só isto justifica o facto de termos que lutar a manutenção das nossas valências”, declarou. 

Já sobre o hospital termal, disse que “é nosso e queremos mantê-lo com as suas valências”, defendendo “a valorização”. 

Lino Romão, do Bloco de Esquerda, lembrou que ainda há pouco tempo teve conhecimento que os centros de saúde “estão a retirar médicos de família a pessoas que estão há mais de dois anos sem ter uma consulta. É uma forma habilidosa de estatisticamente dar médicos de família a toda a gente. Não queremos que quem seja saudável deixe de ter o médico de família”. 

“Todo este cenário é assustador para as pessoas e em bom momento houve um reforço da área da cidadania que tem sido decisivo. Em fevereiro estávamos perante um facto praticamente consumado e até agora não foi concretizado”, lembrou. 

Do lado da autarquia as explicações vieram de Tinta Ferreira, que pediu para que “haja uma entidade que se organize e que vá acompanhando a situação”. 

“O modelo de cuidados hospitalares ainda não está definido nesta área e ultimamente não têm havido grandes conversações nessa matéria, uma vez que se está a aguardar a questão relativa à transferência entre Alcobaça e Leiria”, disse.

“As informações que temos têm sido positivas e têm permitido estarmos mais serenos, mas não estão as questões resolvidas. Temos de estar atentos. A perda de muitas valências nos hospitais que nos são próximos não beneficia o hospital das Caldas. Achamos que é uma postura adequada. Percebemos que alguma coisa tem que reduzir em alguns locais, mas que não crie dificuldades de funcionamento nem perda de qualidade a nível local”, reforçou. 

Segundo o vice presidente da Câmara, “têm havido alguns procedimentos de contratação em termos de cirurgia geral, o que nos agrada e esperamos que isso seja um sinal de que as valências no hospital se vão manter”.

Segundo a administração regional de saúde, a proposta aponta para a concentração do serviço de cirurgia no hospital de Torres Vedras, devendo Torres Vedras e Caldas da Rainha assegurar a cirurgia de ambulatório.

A pediatria deverá manter-se em Torres Vedras e Caldas da Rainha, enquanto a maternidade e a urgência médico-cirúrgica funcionará nesta última cidade. A decisão de encerrar a urgência básica de Peniche é remetida para a futura administração hospitalar.

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