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Sociedade, Regional
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Bombeiros só recebem 80 cêntimos por litro de gásoleo

A Autoridade Nacional de Proteção Civil divulgou que paga apenas 80 cêntimos por litro de gasóleo aos bombeiros, valor que tem levado muitas associações a mostrarem-se incomodadas e com dificuldades em garantir a prestação do socorro no verão.

25-06-2012 | Carlos Barroso

José Manuel Moura e Mário Cerol/foto Carlos Barroso
José Manuel Moura e Mário Cerol/foto Carlos Barroso

Para Mário Cerol, presidente da federação de bombeiros do distrito de Leiria, esta situação não vai pôr em causa o socorro, mas causa enormes dificuldades aos bombeiros do distrito, existindo alguns casos com grandes debilidades económicas e financeiras.

“O valor é de 80 cêntimos é manifestamente pouco para o trabalho que executamos. Temos de saber qual o método pelo qual é calculado”, disse.

O também comandante dos bombeiros de Alcobaça refere que as associações de bombeiros têm de fazer uma ginástica financeira para pagar os 1,30 euros em média cobrados por cada litro de gasóleo adquirido em muitos postos de abastecimento.

“Temos aqui um deficit. As associações de bombeiros ainda têm o serviço de transporte de doentes, que é a nossa almofada. Porém, essa almofada está a ser esvaziada e começamos a ter situações muito complicadas em corpos de bombeiros. Há associações que têm ajudas muito boas dos municípios e outros vai da carolice, empenho e dedicação dos dirigentes e elementos de comando, para se manter a prontidão operacional”, revelou, não pondo de parte que possam acontecer despedimentos.

Quem está ao lado dos bombeiros é o comandante operacional, José Manuel Moura, que já delineou uma estratégia para esta época de fogos florestais e que até conseguiu aumentar para mais do dobro o número de efetivos, apesar destes problemas.

“O planeamento foi feito e foi elaborada uma circular do pagamento dos fogos florestais. Além do pessoal, reparações e combustível, está prevista uma reposição de verbas no âmbito das despesas extraordinárias. É evidente que no caso dos combustíveis são 80 cêntimos. Isso não é um pagamento, é um subsídio”, disse. 

Já sobre a época de fogos que se adivinha difícil, o antigo comandante dos bombeiros das Caldas esclarece que “o dispositivo está faseado por Alfa, Bravo, Charlie, Delta e Eco. Vamos estar na fase Alfa com muito mais equipas. No ano passado tivemos três por causa das equipas de intervenção permanente e este ano vamos passar a ter uma equipa de combate. Na fase Bravo vamos manter o mesmo número de equipas e na fase Charlie vamos ter mais uma equipa ECIN. A adesão foi maior, mas tivemos ainda uma adesão muito maior para a fase Delta, que correspondeu ao mês de outubro do ano passado e onde se registou um período crítico, principalmente a sul do distrito. Para este período temos um aumento de cem por cento. Nos corpos de bombeiros temos um dispositivo de 1800 homens, mas para este caso teremos 35 equipas de combate e 15 equipas de apoio”, explicou.

Segundo José Manuel Moura, a grande aposta é no período de setembro e outubro, em que no ano passado o calor mais estragos fez na floresta e que correspondeu ao maior número de ignições.

“Temos 16 concelhos e conseguimos ter 13 equipas este ano. No ano passado só tínhamos Nazaré, Caldas e Castanheira de Pera e os restantes tinham uma unidade de apoio. Este ano temos mais do dobro do dispositivo para setembro e outubro”, divulgou

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