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Caldas / Cultura, Caldas da Rainha
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Dezasseis artistas expõem os seus trabalhos na exposição coletiva “CORPUS” no Museu José Malhoa

A exposição coletiva “CORPUS” foi inaugurada no passado sábado, no Museu José Malhoa e engloba trabalhos de dezasseis artistas, que foram desafiados a refletirem sobre as linguagens do corpo como uma construção social e politica, a partir do acervo do artista José Malhoa.

05-07-2016 | Mariana Martinho

A exposição coletiva “CORPUS” foi inaugurada no passado sábado, no Museu José Malhoa e engloba trabalhos de dezasseis artistas, que foram desafiados a refletirem sobre as linguagens do corpo como uma construção social e politica, a partir do acervo do artista José Malhoa.
A mostra inaugurada com a performance de uma artista espanhola, Monica Mura teve o objetivo de inspirar os artistas na obra de Malhoa, do século XIX, “como acervo fundamental do museu, de forma a contrapomos com os reptos da sociedade contemporânea”.
“Cada sociedade tem o “seu” corpo. Tal como uma língua, este corpo é submetido a um caminho social. Este obedece a regras, a rituais de interação, a teatralizações quotidianas”, salientou Genoveva Oliveira, curadora da exposição. “O corpo contemporâneo, o imaginário relativo ao corpo contemporâneo, difere de qualquer outro período histórico. Nunca se teve uma preocupação tão grande como na atualidade com a beleza, a juventude e o prazer”, esclareceu a curadora, acrescentando que a exposição “é um trabalho que nos abre horizontes mas também nos estimula a criar novos desafios aos artistas contemporâneos”.
Genoveva Oliveira fez uma vista guiada pela exposição dando a oportunidade de conhecer o trabalho através dos olhos dos artistas portugueses e estrangeiros. “Houve vários artistas que trabalharam diferentes vertentes como a moda, vídeo, contemporaneidade e como a sociedade contemporânea lança tantos desafios, que tem a ver com este acesso constante à imagem”, salientou, revelando que as peças também simbolizam diversas “críticas sociais e políticas, que tentam dialogar umas com as outras”.
Para a curadora, “interessa é ter uma exposição que crie mudança e reflexão”.
“A desatenção por parte de certas instituições incomoda-me e tudo é muito difícil para os artistas”, frisou, revelando que “devíamos de encarar a arte e a cultura como algo integrante”.
Começou por referir a artista, Olga Noronha que deu imagem ao cartaz da exposição. Paralelamente encontra-se uma obra do artista plástico, Petri Salo, que disse a sua obra “é uma crítica social, em que nós olhamos para uma obra e ela nos transporta para várias respostas”.
A ceramista Elsa Rebelo também faz parte da exposição coletiva, onde expõe diversas rostos como símbolo de vários diálogos e recados. “Como o tema da exposição era a mulher e é um tema muito sensível, decidi fazer estes seres que querem nos conta as suas histórias fragmentadas, como cacos à mistura”, explicou a artista.
O artista da Finlândia Axel Sutinen também presente na mostra esclareceu que a sua peça procura “ através do desassossego trazido pelas ferramentas da multimédia nos últimos anos, nomeadamente este costume que começa a fazer parte do quotidiano, que é a selfie”. Além disso, destacou que “parece que não vivemos sem tirar uma fotografia a cada instante que passa depois para as diversas plataformas”. Já Kristine Kosta, acompanhada de duas modelos penteadas pela caldense, Ana Saramago, decidiu expor um vestido como “forma de libertação do corpo feminino, que ao longo dos séculos foi alvo de restrições”.
Seguiu-se um trabalho da italiana Laura Fantini, sendo uma artista híper realista com obras de pintura muito ligadas à natureza. Também faz parte da mostra a artista da Suécia, Lena Onnesjo Lobo, com uma tapeçaria inspirada nas mulheres do José Malhoa. “Uma espécie de fusão entre a sofisticada e a camponesa”.
A artista espanhola Monica Mura também é uma das artistas da exposição, que expõe três panos de seda e um vídeo sobre a transformação do corpo. “Estabelecer a ordem natural do envelhecimento através das novas tecnologias”, explicou a artista, utilizei o meu retrato e tentei mostrar a minha imagem no futuro, através da pele mostrar as vivências.
Eva Viera, artista espanhola decidiu fotografar rostos normais, “tal e qual como eles são com as suas imperfeições”. Já as artistas portuguesas, Maria Kowalski e Susana Paiva procuram chamar atenção para a transformação e dos problemas do corpo, através das fotografias.
Para terminar, Luís Lobo Henriques expõem duas fotografias, “que simbolizam o agradecimento à mãe e o corpo só existe porque ele é concebido pela mãe”. Ainda é uma “forma de agradecimento à mãe natureza, sendo fotografias naturais, sem recurso a qualquer edição”.
“Agradecimento eterno à mãe natureza, em que o ser humano sente esmagado pela própria natureza, que é intensa e acaba por absorver o corpo como se fosse o útero para o resto da vida”, explicou o artista.
Igualmente faz parte da exposição a designer de joias Liliana Alves, que dá a conhecer três coleções: a estrelícia inspirada na flor da estrelícia, que apela ao nosso sentido e olfato, a metamorfose que é uma peça versátil, feita de prata e partes de ouro e o casulo, a interpretação do renascer. Além da sala de exposições temporárias, também a sala de multimédia dá a conhecer dois vídeos de Miguel Bonneville e Vanessa Barbosa.
As obras estão acompanhadas de quadros do artista José Malhoa.
Esta exposição coletiva vai estar patente até ao dia 4 de setembro no Museu José Malhoa
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