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Opinião, Óbidos
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Deputados socialistas alegam que o abate de milhares de árvores no Bom Sucesso está a acelerar o assoreamento da Lagoa de Óbidos

Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Leiria consideram que a construção das infraestruturas de um empreendimento turístico no Bom Sucesso que levou ao abate de milhares de árvores, está a acelerar o assoreamento da Lagoa de Óbidos.

02-08-2012 | Marlene Sousa

Em muitos hectares do Bom Sucesso, foi retirada toda a vegetação e cortados muitos pinheiros e eucaliptos
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Em muitos hectares do Bom Sucesso, foi retirada toda a vegetação e cortados muitos pinheiros e eucaliptos

Num requerimento entregue na Assembleia da República no passado dia 17 de Julho, os deputados Basílio Horta, Odete João, e João Paulo Pedrosa questionaram a ministra da Agricultura e Ambiente, Assunção Cristas, se tem conhecimento desta situação e se pondera intervir para minimizar os efeitos da destruição do coberto vegetal e da desflorestação.
Segundo o requerimento a Lagoa de Óbidos e toda a sua envolvente é uma zona de particular valor ambiental e económico e de uma rara beleza natural, única a nível nacional. No entanto, os deputados socialistas dizem que este sistema lagunar, que é o mais extenso na costa portuguesa, encontra-se sujeito a um “vasto conjunto de ameaças”. Para os deputados, uma das principais preocupações na preservação deste sistema lagunar é “garantir a sua ligação ao mar vulgarmente designado por "aberta" e, assim, contribuir para a melhoria da qualidade da água e para a estabilização da embocadura na parte central do cordão dunar, tanto na frente marítima como nas margens da lagoa”. Segundo os socialistas, o assoreamento a que a lagoa está sujeita não só reduz a área da lagoa como impede a ligação ao mar, “com graves consequências ambientais”. Diz no requerimento que as dragagens permitem melhorar a circulação de água fluvial e marítima, mas a preservação da lagoa não se esgota apenas nestas intervenções. “Toda a envolvente da lagoa tem de ser cuidada para garantir a eficácia das dragagens. Nesse sentido a candidatura ao QREN-POVT no valor de 15,4 milhões de euros previa uma intervenção mais global”, referem os deputados, alegando que “muitas das construções previstas para esse empreendimento e do respetivo arranjo da envolvente não estão a ser feitos”. Segundo estes responsáveis, “o aspeto desértico perdura em muitos hectares. O abate das árvores no Bom Sucesso, a destruição de um parque de merendas e do coberto vegetal, essenciais para a fixação das areias, deixou de existir. As areias são hoje arrastadas livremente para a Lagoa de Óbidos”.
No passado dia 22 de Fevereiro em sessão de Câmara, o vereador socialista na Câmara de Óbidos, José Machado, já tinha alertado para esta situação referindo que “em muitos hectares do Bom Sucesso, o panorama é desolador por ter sido retirada toda a vegetação e cortados muitos pinheiros e eucaliptos”. Na altura acrescentou que ainda que o aspeto “é desértico, e que não favorece a promoção do turismo”. Na sessão de Câmara, José Machado também disse que “importa recuperar vegetação para atenuar o triste aspeto atual”. O vereador afirmou ainda que “que devido ao abate de milhares de árvores no Bom Sucesso, o concelho de Óbidos tem hoje menos arvoredo do que há 10 anos atrás e que a situação é grave porque as areias de grão fino estão a ser deslocadas, pelo vento, para a Lagoa de Óbidos”. Na altura, José Machado sugeriu uma visita do Presidente da Câmara e de toda a vereação ao Bom Sucesso para verem a desertificação naquela zona e junto do promotor daquele empreendimento, “se providenciar a fixação das areias, com vegetação adequada, para minorar o aspeto desolador na vasta área que era de arvoredo e agora parece um deserto”.
Na mesma sessão de Câmara, o vice-presidente, Humberto Marques, afirmou que “que a Câmara de Óbidos nunca poderá ser acusada de não preservar o seu território, pois reduziu drasticamente os índices de construção naquela zona”. Frisou ainda que mais “grave do que a erosão seria a desertificação do solo provocada pelos eucaliptos que ali existiam”, e que levou a que a autarquia só pudesse licenciar o empreendimento depois de um estudo e de uma declaração de impacte ambiental. O vereador acrescentou ainda que, com a alteração do plano de pormenor, reduziram “drasticamente” os índices de construção naquela zona.
Sobre o aspeto desagradável que a inexistência de vegetação provoca, Humberto Marques disse que “o promotor urbanístico é o principal interessado em dar uma melhor imagem ao empreendimento”.
O empreendimento em causa é o Royal Óbidos, que já tem em funcionamento o club house e o campo de golfe com 18 buracos, estando classificado como projeto PIN (Projeto de Interesse Nacional) pela Agência Portuguesa para o Investimento.

COMENTÁRIOS
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Henrique Placido11-08-2012 às 15:04
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Na minha opiniao dou razao ao senhor deputado, porque em nome do progresso fazem tudo e mais alguma coisa,nao olham a nada so veem cifroes nos olhos . Nao querem saber com o meio ambiente e uma vergonha.
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