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Caldas / Sociedade, Caldas da Rainha
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50 anos de história da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro

A Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro está em festa a celebrar os 50 anos de existência do atual edifício, mas desde há 130 anos que existe nesta cidade, antes designada Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha.

04-11-2014 | Marlene Sousa

Manuel Nunes, Tinta Ferreira, José Duarte, Maria do Céu Santos e José Ventura
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Manuel Nunes, Tinta Ferreira, José Duarte, Maria do Céu Santos e José Ventura
Mais de 300 pessoas reuniram-se no passado dia 27, no auditório da escola, para a comemoração do 50º aniversário da sua inauguração, que na altura contou com a presença do Presidente da República, almirante Américo Tomás.
Novos e velhos professores, alunos, funcionários e representantes de diferentes entidades do concelho juntaram-se na cerimónia que foi marcada pela emoção. Os abraços fortes e conversa trouxeram de volta as lembranças memoráveis dos velhos e bons tempos.
Na sessão foram homenageados os professores da abertura nos anos 60 do novo edifício da Escola Industrial e Comercial. Também foram distinguidos Luís Sá Lopes, que foi diretor da escola de 1974 a 2000, e António Veiga que deixou a direção da escola no passado mês de junho ao fim de 14 anos no cargo.
A celebração iniciou com a abertura da exposição “Eu Faço Parte desta História”. A receção aos participantes foi feita por alunos do curso de Turismo, que serviram um beberete, e os alunos curso de Audiovisuais registaram os momentos mais importantes da iniciativa.
A homenagem aos antigos professores foi um dos momentos mais aplaudidos da noite. Fotografias dos professores, funcionários e alunos do ano letivo 1964/65 foram retirados do arquivo do estabelecimento de ensino e passaram num ecrã gigante. Foi sem dúvida uma altura emotiva para os mesmos. Foi também pela intensidade das palmas que se mediu o quão eram mais populares e queridos os funcionários e professores que estavam naquela época.
Durante a sessão decorreu ainda a passagem de um filme da RTP sobre as Caldas da Rainha, filmado em 1965, onde mostrou imagens da Praça da Fruta e da Escola Rafael Bordalo Pinheiro.
Em representação do Conselho Geral Transitório da Escola Rafael Bordalo Pinheiro, o professor Manuel Nunes foi o primeiro a usar da palavra, destacando o prestígio que a escola alcançou, que passa muito pela “dedicação e profissionalismo que todos os que nela têm ensinado, aprendido e trabalhado, têm manifestado ao longo deste meio século”.
Relembrou que a constituição do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro em 2013 resultou da fusão desta escola secundária com as escolas de Santa Catarina. Tendo já sido eleita a diretora do Agrupamento, a professora Maria do Céu Santos, e elaborado e aprovado o regulamento interno do agrupamento, encontram-se agora, na fase final deste processo, que é a constituição do Conselho Geral, que irá funcionar durante os quatro anos do mandato da diretora. Razão pela qual a presidente do Conselho Geral Transitório em exercício, a professora Maria Manuela Silva, “entende que não deve participar em atos oficiais, como este, em virtude de estar ainda a decorrer a constituição do futuro Conselho Geral e o processo da eleição do presidente do mesmo”, explicou Manuel Nunes.
No decorrer destes 50 anos foram realizadas grandes mudanças na Escola Rafael Bordalo Pinheiro. Este responsável destacou com como marcas significativas a criação de vários cursos como o preparatório, o Técnico Profissional, os Profissionais, os CEFS, as Novas Oportunidades e as EFAS – Formação de adultos, e os CQEP - Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional.
Seguiu-se a intervenção de José Ventura, o rosto mais visível da Confraria dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial das Caldas, que se tem envolvido com “grande entusiasmo na realização dos encontros dos antigos alunos, que são uma festa de afetos e emoções, e que já reuniu mais de 900 pessoas”.
Recordou ainda que foi este estabelecimento de ensino que “permitiu o crescimento profissional e marcou a maioria dos alunos pela grande cumplicidade entre os estudantes, professores e pessoal auxiliar”.

Escola nasceu das necessidades de uma cidade

A professora Dulce Soure falou sobre a história da escola. Intitulou a sua apresentação “Uma Tradição de Ensino Integrado”, porque considera que esta escola tem um “ADN muito próprio porque nasceu das necessidades de uma cidade”. Recordou que a Escola nasce de um decreto-lei assinado pelo então Ministro das Obras Públicas, António Augusto de Aguiar em 3 de janeiro de 1884, com o nome de Escola de Desenho Industrial, para dar resposta à indústria cerâmica.
No mesmo ano em que foi criada a escola, nasceu a Fábrica de Faianças das Caldas e para tornar viável este projeto impunha-se a promoção do ensino profissional da especialidade e a qualificação da mão de obra operária.
A professora destacou ainda o fato de outra tradição desta escola ser os cursos diurnos e noturnos. “Este estabelecimento de ensino lutou para manter os cursos noturnos preocupando-se sempre com a formação e com a qualificação dos adultos”, apontou Dulce Soure, acrescentando que “é uma conquista que temos que manter”.
Num discurso a pensar no futuro desta escola, José Pereira da Silva sublinhou a necessidade de autonomia da própria escola para que tenha um projeto educativo que responda a necessidades educativas concretas dos alunos.
“Mantermo-nos fiéis à nossa tradição, tendo como áreas próprias do nosso potencial formativo e qualificador - nas vias do prosseguimento de estudos e da inserção na vida ativa - as artes, as áreas científico-tecnológicas e das ciências sociais e empresariais, bem como as da formação de adultos e da necessidade, como prioridade europeia, da aprendizagem ao longo da vida”, disse.
Destacou que é com orgulho que a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro é hoje “das escolas mais bem apetrechadas em pessoas, instalações e equipamentos para qualquer das áreas de qualificação que oferecemos. E, pelo que vamos acompanhando, quer os nossos alunos que seguiram cursos superiores, quer os que aqui se qualificaram como profissionais, são, em muitos casos, exemplos de sucesso nas vias por que optaram. E muitos estão presentes nesta sessão para o testemunharem”.
O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, salientou a importância da Escola Rafael Bordalo Pinheiro no desenvolvimento das Caldas ao longo dos anos. “Transformou-se num concelho com características muito vocacionadas para o comércio e os serviços quer para a indústria, em especial cerâmica, e a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro deu gerações de bons profissionais ao longo de muitos anos”, adiantou o autarca.
Pediu à nova direção do Agrupamento que “aposte na escola de Santa Catarina, já que esta possui um grande pólo industrial e deve por isso envolver-se com a atividade industrial local e da Benedita e desenvolver formação que vá para além do nono ano”.
Finalizou o seu discurso referindo que a Câmara continuará a valorizar o patrono, sublinhando que a Rota Bordaliana ajudará a identificar as Caldas como a cidade de Bordalo.

Os cursos vocacionais são o futuro do país

José Duarte, diretor geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEST), destacou a importância os cursos vocacionais, que têm como objetivo levar os alunos cada vez mais “para dentro das empresas”. Sublinhou que o futuro da Escola Bordalo Pinheiro “passará muito por estes novos cursos e novas ofertas em que as empresas e a educação estejam de mãos dadas para projetarem novos técnicos”.
Segundo este responsável, “muitos dos alunos que saem dos cursos profissionais deste país para o mercado de trabalho já têm melhores salários que alguns licenciados”.
A diretora Maria do Céu Santos agradeceu a presença de todos que participaram na “singela” e “reconhecida” homenagem e que “farão parte da família Bordalo Pinheiro”. Disse que escola é um “modelo de instituição transversal a muitas gerações, pois por ela passaram avós, pais, filhos e netos em constante interação com a cidade, com a região e com as empresas”. “Nesta escola descobriram a sua vocação artistas que elevaram bem alto o nome e prestígio das Caldas e aqui se formaram quadros que garantiram a excelência do comércio, da indústria e dos serviços da cidade”, sublinhou.
Terminou com uma saudação especial a toda a comunidade escolar, nomeadamente ao “extraordinário corpo docente deste Agrupamento de Escolas que todos os dias se reinventa para dar resposta aos mais variados problemas e aos desafios cada vez mais complexos com os quais frequentemente nos deparamos”.
A sessão foi encerrada com a atuação do Coral das Caldas.

Testemunhos de alguns professores que foram homenageados

Jorge Amaro, 80 anos
“Fui professor de contabilidade, cálculo de matemática e economia em 1960. Estive cá a dar 13 anos. O que me marcou mais foi cumplicidade e afinidade que havia na altura entre toda a comunidade escolar. Vivo em Torres Vedras e gosto muito de voltar às Caldas. Esta cerimónia de hoje é para mim um reviver de memórias”

Raúl Silva, 77 anos
“Fui professor de serralharia nesta escola. Gostei muito de cá estar, porque tive uns alunos fantásticos. É sempre uma sensação espetacular voltar a esta escola. Só tenho pena que durante a requalificação do edifício tenham dado a maquinaria antiga que existia ao ferro velho. Acho que eram peças fantásticas para guardar e expor, porque na altura já se utilizava nesta escola o melhor equipamento que existia”

Mestre Herculano Elias, 82 anos
“Fui aluno e professor nesta escola. Em 1944 iniciei o curso de modelador e dei aulas de cerâmica até 1974. Felizmente eu tenho ao longo da minha vida tido sempre contato com a escola porque tenho feito aqui pequenos workshops com os docentes para lhes passar alguns conhecimentos e espero que com esta nova diretora eu possa continuar com a minha presença cá.
É sempre interessante nós recordarmos o percurso que fizemos. O que me marcou mais deste estabelecimento de ensino foi a minha aprendizagem na escola velha, onde terminei o curso com 20 valores”
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